The optimal control and its multiple applications

In this work we refer to motivations, applications, and relations of control theory with other areas of mathematics. We present a brief historical review of optimal control theory, from its roots in the calculus of variations and the classical theory…

Authors: ** - **Cristiana J. Silva** – Control Theory Group, Centro de Estudos em Optimização e Controlo (CEOC), Universidade de Aveiro

The optimal control and its multiple applications
O on trolo óptimo e as suas m últiplas apliaçõ es ∗ Cristiana J. Silv a 1 , 2 joaosilvaua.pt Delm F. M. T orres 1 delfimua.pt Emman uel T rélat 2 emmanuel.trelatuniv- orl eans .fr 1 Con trol theory group (otg) Cen tro de Estudos em Optimização e Con trolo (CEOC) Departamen to de Matemátia, Univ ersidade de A v eiro 3810-193 A v eiro, P ortugal 2 Univ ersité d'Orléans, UFR Sienes Fédération Denis P oisson Mathématiques, Lab oratoire MAPMO, UMR 6628 45067 Orléans Cedex 2, F rane Resumo Neste trabalho são referidas motiv açõ es, apliaçõ es e relaçõ es da teoria do on trolo om outras áreas da matemátia. Apresen tamos uma brev e resenha história sobre o on trolo óptimo, desde as suas origens no álulo das v ariaçõ es e na teoria lássia do on trolo aos dias de ho je, dando esp eial destaque ao prinípio do máximo de P on try agin. P ala vras  ha v e: on trolo óptimo, prinípio do máximo de P on try agin, apliaçõ es da teoria matemátia dos sistemas de on trolo. Abstrat In this w ork w e refer to motiv ations, appliations, and relations of on trol theory with other areas of mathematis. W e presen t a brief his- torial review of optimal on trol theory , from its ro ots in the alulus of v ariations and the lassial theory of on trol to the presen t time, giving partiular emphasis to the P on try agin maxim um priniple. Keyw ords: optimal on trol, P on try agin maxim um priniple, appliations of the mathematial theory of on trol. 2000 Mathematis Sub jet Classiation: 49-01. ∗ Dediado a F ranis Clark e e a Ri hard Vin ter p or o asião da elebração do sexagésimo aniv ersário de am b os os matemátios, W orkshop in Contr ol, Nonsmo oth A nalysis and Opti- mization , P orto, 4 a 8 de Maio de 2009 . 1 1 In tro dução T o dos nós já ten támos, n uma ou outra o asião, man ter em equilíbrio uma v ara sobre o dedo indiador (i.e., resolv er o problema do p êndulo in v ertido). P or outro lado é m uito mais difíil, sobretudo se fe harmos os olhos, man ter em equilíbrio um p êndulo in v ertido duplo. A teoria do on trolo p ermite fazê-lo sob a ondição de disp ormos de um b om mo delo matemátio. Um sistema de on trolo é um sistema dinâmio, que ev olui no temp o, so- bre o qual p o demos agir atra v és de uma função de omando ou on trolo. Um omputador, que p ermite a um utilizador efetuar uma série de omandos, um eossistema sobre o qual p o demos agir fa v oreendo esta ou aquela esp éie, os teidos nerv osos que formam uma rede on trolada p elo érebro e realizam a transformação de estím ulos pro v enien tes do exterior em açõ es do organismo, um rob ot que dev e efetuar uma tarefa b em preisa, uma viatura sobre a qual agimos p or in termédio de um p edal de aeleração, de tra v agem e em braiagem e que onduzimos om a a juda de um v olan te, um satélite ou uma na v e espaial, são to dos eles exemplos de sistemas de on trolo, os quais p o dem ser mo delados e estudados p ela teoria dos sistemas de on trolo. A teoria do on trolo analisa as propriedades de tais sistemas, om o in tuito de os onduzir de um determinado estado iniial a um dado estado nal, resp ei- tando ev en tualmen te ertas restriçõ es. A origem de tais sistemas p o de ser m uito div ersa: meânia, elétria, biológia, químia, eonómia, et. O ob jetiv o p o de ser o de estabilizar o sistema tornando-o insensív el a ertas p erturbaçõ es (problema de estabilização ) ou ainda determinar as soluçõ es óptimas relativ a- men te a um determinado ritério de optimização (problema do  ontr olo óptimo ). P ara mo delar os sistemas de on trolo p o demos reorrer a equaçõ es difereniais, in tegrais, funionais, de diferenças nitas, às deriv adas pariais, determinístias ou esto ástias, et. P or esta razão a teoria do on trolo v ai b eb er e on tribui em n umerosos domínios da matemátia (vide, e.g., [4, 11 , 12 , 21 , 23 , 27 ℄). A estrutura de um sistema de on trolo é represen tada p ela in teronexão de ertos elemen tos mais simples que formam sub-sistemas. Neles transita infor- mação . A dinâmia de um sistema de on trolo dene as transformaçõ es p ossív eis do sistema, que o orrem no temp o de maneira determinista ou aleatória. Os exemplos já dados mostram que a estrutura e a dinâmia de um sistema de on trolo p o dem ter signiados m uito diferen tes. Em partiular, o oneito de sistema de on trolo p o de desrev er transformaçõ es disretas, on tín uas, híbridas ou, de um mo do mais geral, n uma time s ale ou me asur e hain [ 13 , 14 , 22 ℄. Um sistema de on trolo diz-se  ontr olável se o p o demos onduzir (em temp o nito) de um determinado estado iniial até um estado nal presrito. Em relação ao problema da on trolabilidade, Kalman demonstrou em 1949 um resultado imp ortan te que arateriza os sistemas lineares on trolá v eis de dimen- são nita (T eorema 7). P ara sistemas não lineares o problema matemátio da on trolabilidade é m uito mais difíil e onstitui um domínio de in v estigação ainda ativ o nos dias de ho je. Assegurada a propriedade de on trolabilidade, p o demos desejar passar de um estado iniial a um estado nal minimizando ou maximizando um determi- 2 nado ritério. T emos en tão um problema de on trolo óptimo. P or exemplo, um ondutor que efetue o tra jeto Lisb oa-P orto p o de querer via jar em temp o mín- imo. Nesse aso esolhe o tra jeto p ela auto-estrada A1. Uma onsequênia de tal esolha será o pagamen to de p ortagem. Outro problema de on trolo óptimo é obtido se tiv ermos omo ritério de minimização os ustos da viagem. A solução de tal problema en v olv erá a esolha de estradas naionais, gratuitas, mas que lev am m uito mais temp o a  hegar ao destino (segundo a informação do sítio da in ternet http://www.goog le .pt /m ap s o tra jeto p ela auto-estrada dura 3h e p ela estrada naional dura 6h45m). Um problema de on trolo óptimo p o de ser form ulado do seguin te mo do. Consideremos um sistema de on trolo, ujo estado n um determinado instan te é represen tado p or um v etor. Os on trolos são funçõ es ou parâmetros, habitualmen te sujeitos a restriçõ es, que agem sobre o sistema sob a forma de forças exteriores, de p oteniais térmios ou elétrios, de programas de in v estimen to, et. e afetam a dinâmia. Uma equação é dada, ou tipiamen te um sistema de equaçõ es difereniais, relaionando as v ariá v eis e mo delando a dinâmia do sistema. É dep ois neessário utilizar a informação presen te e as araterístias do problema para onstruir os on trolos adequa- dos que v ão p ermitir realizar um ob jetiv o preiso. P or exemplo, quando nos deslo amos na nossa viatura agimos de aordo om o ó digo da estrada (p elo menos é aonselhá v el) e onretizamos um plano de viagem para  hegar ao nosso destino. São imp ostas restriçõ es sobre a tra jetória ou sobre os on trolos, que é impresindív el ter em onsideração. Fixamos um ritério p ermitindo medir a qualidade do pro esso esolhido. Este apresen ta-se normalmen te sob a forma de uma funional que dep ende do estado do sistema e dos on trolos. P ara além das ondiçõ es an teriores pro uramos ainda minimizar (ou maximizar) esta quan- tidade. Um exemplo já dado an teriormen te é o de deslo armo-nos em temp o mínimo de um p on to a outro. Notemos que a forma das tra jetórias óptimas dep ende fortemen te do ritério de optimização. P or exemplo, para estaionar o nosso arro é fáil v eriar que a tra jetória seguida difere se queremos realizar a op eração em temp o mínimo (o que é arrisado) ou minimizando a quan tidade de om bustív el gasta na op eração. A teoria do on trolo óptimo tem uma grande imp ortânia no domínio aero es- paial, nomeadamen te em problemas de ondução, transferênia de órbitas aero- assistidas, desen v olvimen to de lançadores de satélites reup erá v eis (o asp eto naneiro é aqui m uito imp ortan te) e problemas da reen trada atmosféria, omo seja o famoso pro jeto Mars Sample R eturn da Agênia Espaial Eu- rop eia (ESA), que onsiste em en viar uma na v e espaial ao planeta Marte om o ob jetiv o de trazer amostras marianas (Figura 1). 2 Brev e resenha história O álulo das v ariaçõ es naseu no séulo dezassete om o on tributo de Bernoulli, F ermat, Leibniz e Newton. Alguns matemátios omo H.J. Sussmann e J.C. Willems defendem a origem do on trolo óptimo oiniden te om o nasimen to do ál- ulo das v ariaçõ es, em 1697, data de publiação da solução do problema da 3 Figura 1: a teoria do on trolo óptimo tem um pap el imp ortan te na engenharia aero espaial. braquistó rona p elo matemátio Johann Bernoulli [28 ℄. Outros v ão ainda mais longe,  hamando a atenção para o fato do problema da resistênia aero dinâmia de Newton, olo ado e resolvido p or Isaa Newton em 1686, no seu Prinipia Mathemati a , ser um v erdadeiro problema de Con trolo Óptimo [25, 30 ℄. Em 1638 Galileu estudou o seguin te problema: determinar a urv a sobre a qual uma p equena esfera rola sob a ação da gra vidade, sem v elo idade iniial e sem atrito, de um p on to A até um p on to B om um temp o de p erurso mínimo (esorrega de temp o mínimo, v er Figura 2). Figura 2: problema da braquistó rona. T rata-se do problema da braquistó rona (do grego br akhistos , o mais brev e, e hr onos , temp o). Galileu p ensou (erradamen te) que a urv a pro urada era um aro de írulo. Observ ou no en tan to, orretamen te, que o segmen to de linha reta não é o aminho de temp o mais urto. Em 1696, Jean Bernoulli olo ou este problema omo um desao aos melhores matemátios da sua ép o a. Ele próprio enon trou a solução, assim omo o seu irmão Jaques Bernoulli, Newton, Leibniz e o marquês de l'Hopital. A solução é um aro de ilóide omeçando om uma tangen te v ertial [ 20 , 28 ℄. As rampas de sk ate assim omo as desidas mais rápidas dos aqua-p ar ques , têm a forma de ilóide (Figura 3). 4 Figura 3: aros de ilóide onduzem às desidas mais rápidas e à adrenalina máxima. A teoria do on trolo óptimo surge dep ois da segunda guerra m undial, re- sp ondendo a neessidades prátias de engenharia, nomeadamen te no domínio da aeronáutia e da dinâmia de v o o. A formalização desta teoria olo ou v árias questõ es no v as. P or exemplo, a teoria do on trolo óptimo motiv ou a in tro dução de no v os oneitos de soluçõ es generalizadas na teoria das equaçõ es difereniais e originou no v os resultados de existênia de tra jetórias. Regra geral, onsidera- se que a teoria do on trolo óptimo surgiu em nais dos anos inquen ta na an tiga União So viétia, em 1956, om a form ulação e demonstração do Prinípio do Máximo de P on try agin p or L.S. P on try agin (Figura 4) e p elo seu grup o de olab oradores: V.G. Bolt y anskii, R.V. Gamkrelidze e E.F. Mish henk o [24℄. Figura 4: Lev Semeno vi h P on try agin (3/Set/1908  3/Maio/1988) P on try agin e os seus ompanheiros in tro duziram um asp eto de imp ortânia primordial: generalizaram a teoria do álulo das v ariaçõ es a urv as que tomam v alores em onjun tos fe hados (om fron teira). A teoria do on trolo óptimo 5 está m uito ligada à meânia lássia, em partiular aos prinípios v ariaionais (prinípio de F ermat, equaçõ es de Euler-Lagrange, et.) Na v erdade o priní- pio do máximo de P on try agin é uma generalização das ondiçõ es neessárias de Euler-Lagrange e de W eierstrass. Alguns p on tos fortes da no v a teoria foram a desob erta do méto do de programação dinâmia, a in tro dução da análise fun- ional na teoria dos sistemas óptimos e a desob erta de ligaçõ es en tre as soluçõ es de um problema de on trolo óptimo e os resultados da teoria de estabilidade de Ly apuno v [31 , 32 ℄. Mais tarde apareeram as fundaçõ es da teria do on trolo esto ástio e da ltragem em sistemas dinâmios, a teoria dos jogos, o on trolo de equaçõ es om deriv adas pariais e os sistemas de on trolo híbrido  algumas de en tre as m uitas áreas de in v estigação atual [ 1 , 19 , 27 ℄. 3 Con trolo óptimo linear A teoria do on trolo óptimo é m uito mais simples quando o sistema de on- trolo sob onsideração é linear. O on trolo óptimo não linear será ab ordado na Seção 4. A teoria linear ainda é, nos dias de ho je, a mais usada e onheida nas áreas de engenharia e suas apliaçõ es. 3.1 Questõ es en trais Seja A ∈ M n ( R ) (denotamos p or M n ( R ) o onjun to das matrizes n × n de en tradas reais); B , X 0 ∈ M n, 1 ( R ) ≃ R n ; I um in terv alo de R ; e u : R → R uma função mensurá v el ( u ∈ L 1 ) tal que u ( t ) ∈ I ∀ t . 1 O teorema de existênia de solução para equaçõ es difereniais assegura a existênia de uma únia apliação R ∋ t 7→ X ( t ) ∈ R n absolutamen te on tín ua ( X ∈ AC ) tal que ˙ X ( t ) = AX ( t ) + B u ( t ) ∀ t , X (0) = X 0 . (1) Esta apliação dep ende do on trolo u . A o m udarmos a função u obtemos uma outra tra jetória t 7→ X ( t ) em R n (Figura 5 ). Neste on texto, surgem naturalmen te duas questõ es: (i) Dado um p on to X 1 ∈ R n , existirá um on trolo u tal que a tra jetória asso iada a esse on trolo liga X 0 a X 1 em temp o nito T ? (Figura 6) É este o pr oblema da  ontr olabilidade . (ii) Assegurada a on trolabilidade (questão an terior), existirá um on trolo que minimiza o temp o de p er urso de X 0 até X 1 ? (Figura 7) T emos en tão um problema de on trolo óptimo (de temp o mínimo). Os teoremas que se seguem resp ondem a estas questõ es. As resp etiv as demonstraçõ es são b em onheidas e p o dem failmen te ser enon tradas na lit- eratura (vide, e.g., [18 , 21 , 33 ℄). 1 Nas apliaçõ es onsidera-se normalmen te omo lasse dos on trolos admissív eis o onjun to dos on trolos seionalmen te on tín uos ou mesmo seionalmen te onstan tes. Mostra-se que a família de tra jetórias orresp onden tes aos on trolos seionalmen te onstan tes é densa no onjun to de to das as soluçõ es om on trolos mensurá v eis (vide, e.g., [3℄). 6 X 0 Figura 5: a tra jetória solução do sistema de on trolo (1) dep ende da esolha onreta do on trolo u . X ( t ) X 1 = X ( T ) X 0 Figura 6: problema da on trolabilidade. X 1 = X ( T ) X 0 Figura 7: problema do temp o mínimo. 3.2 Conjun to aessív el Considerando o sistema linear de on trolo (1) omeçamos p or in tro duzir um onjun to de grande imp ortânia: o  onjunto a essível . Denição 1. O onjun to dos p on tos aessív eis a partir de X 0 em temp o T > 0 é denotado e denido p or A ( X 0 , T ) = { X 1 ∈ R n | ∃ u ∈ L 1 ([0 , T ] , I ) , ∃ X : R → R n ∈ AC om X (0) = X 0 , ∀ t ∈ [0 , T ] ˙ X ( t ) = AX ( t ) + B u ( t ) , X ( T ) = X 1 } . P or pala vras, A ( X 0 , T ) é o onjun to das extremidades das soluçõ es de (1) em temp o T , quando fazemos v ariar o on trolo u (Figura 8). 7 X 0 A ( X 0 , T ) Figura 8: onjun to aessív el. T eorema 2. Sejam T > 0 , I  omp ato e X 0 ∈ R n . Então p ar a to do o t ∈ [0 , T ] , A ( X 0 , t ) é  omp ato,  onvexo e varia  ontinuamente  om t em [0 , T ] . A solução de ( ˙ X = AX + B u X (0) = X 0 (2) é X ( t ) = e tA + e tA Z t 0 e − sA B u ( s ) ds . Constatamos que se X 0 = 0 , i.e., se partirmos da origem, en tão a expressão de X ( t ) é simpliada: X ( t ) = e tA R t 0 e − sA B u ( s ) ds é linear em u . Esta observ ação lev a-nos à seguin te prop osição. Prop osição 3. Sup onhamos que X 0 = 0 e I = R . Então, 1. ∀ T > 0 A (0 , T ) é um sub-esp aço ve torial de R n . A lém disso, 2. 0 < T 1 < T 2 ⇒ A (0 , T 1 ) ⊂ A (0 , T 2 ) . Denição 4. O onjun to A (0) = ∪ t ≥ 0 A (0 , T ) é o onjun to dos p on tos aessív eis (n um temp o qualquer) a partir da origem. Corolário 5. O  onjunto A (0) é um sub-esp aço ve torial de R n . 3.3 Con trolabilidade O sistema de on trolo ˙ X = AX + B u diz-se on trolá v el se para to do o X 0 , X 1 ∈ R n existe um on trolo u tal que a tra jetória asso iada une X 0 a X 1 em temp o nito T (Figura 9 ). De mo do mais formal temos: Denição 6. O sistema de on trolo ˙ X = AX + B u diz-se on trolá v el se ∀ X 0 , X 1 ∈ R n ∃ T > 0 ∃ u : [0 , T ] → I ∈ L 1 8 ∃ X : [0 , T ] → R n |      ˙ X = AX + B u , X (0) = X 0 , X ( T ) = X 1 . X 1 X 0 Figura 9: on trolabilidade. O teorema seguin te dá-nos uma ondição neessária e suien te de on tro- labilidade  hamada  ondição de Kalman . T eorema 7 (Condição de Kalman) . O sistema ˙ X = AX + B u é  ontr olável se e somente se a matriz C = ( B | AB | · · · | A n − 1 B ) tiver  ar aterísti a  ompleta (i.e., rank ( C ) = n ). 3.4 Prinípio do Máximo de P on try agin para o problema de temp o mínimo Começamos p or formalizar, om a a juda do onjun to aessív el A ( X 0 , t ) , a no ção de temp o mínimo. Sejam X 0 , X 1 ∈ R n . Sup onhamos que X 1 é aessív el a partir de X 0 , i.e., sup onhamos que existe p elo menos uma tra jetória unindo X 0 a X 1 . De en tre to das as tra jetórias que unem X 0 a X 1 gostaríamos de araterizar aquela que o faz em temp o mínimo T (Figura 10 ). X 1 = X ( T ) X 0 Figura 10: qual a tra jetória X para a qual T é mínimo? Se T for o temp o mínimo, en tão para to do o t < T , X 1 6∈ A ( X 0 , T ) (om efeito, se assim não fosse X 1 seria aessív el a partir de X 0 n um temp o inferior a T e T não seria o temp o mínimo). Consequen temen te, T = inf { t > 0 | X 1 ∈ A ( X 0 , t ) } . (3) O v alor de T está b em denido p ois, a partir do T eorema 2 , A ( X 0 , t ) v aria on- tin uamen te om t , logo { t > 0 | X 1 ∈ A ( X 0 , t ) } é fe hado em R . Em partiular 9 X 0 X 1 A ( X 0 , T ) A ( X 0 , t ) Figura 11: o temp o mínimo T orresp onde ao primeiro instan te t para o qual A ( X 0 , t ) ∩ { X 1 } 6 = ∅ . o ínmo em (3) é mínimo. O temp o t = T é o primeiro instan te para o qual A ( X 0 , t ) on tém X 1 (Figura 11 ). P or outro lado, temos neessariamen te: X 1 ∈ F r A ( X 0 , T ) \ in t A ( X 0 , T ) . Com efeito, se X 1 p ertenesse ao in terior de A ( X 0 , T ) , en tão para t < T pró ximo de T , X 1 p erteneria ainda a A ( X 0 , t ) p ois A ( X 0 , t ) v aria on tin uamen te om t . Isto on tradiz o fato de T ser o temp o mínimo. Estas observ açõ es dão uma visão geométria à no ção de temp o mínimo e onduzem-nos à seguin te denição: Denição 8. Seja u ∈ L 1 ([0 , T ] , I ) . O on trolo u diz-se óptimo para o sistema (1) se a orresp onden te tra jetória X v eria X ( T ) ∈ F r A ( X 0 , T ) . Dizer que u é óptimo é dizer que a tra jetória asso iada a u une X 0 a X 1 em temp o mínimo. O ob jetiv o é en tão o de determinar os on trolos óptimos. O teorema que se segue dá-nos uma ondição neessária e suien te de optimal- idade. T eorema 9 (Prinípio do Máximo de P on try agin (aso linear)) . Consider e-se o sistema de  ontr olo ( ˙ X = AX + B u , X (0) = X 0 . Seja T > 0 . O  ontr olo u ∈ L 1 ([0 , T ] , I = [ − 1 , 1]) é óptimo se e somente se u ( t ) = sinal h η ( t ) , B i onde h· , ·i é o pr o duto interno em R n e η ( t ) ∈ R n é solução da e quação ˙ η T = − η T A . A ondição iniial η (0) dep ende de X 1 . Como ela não é diretamen te on- heida, a utilização do T eorema 9 é maioritariamen te indireta. V ejamos um exemplo. 10 3.5 Exemplo: on trolo óptimo de um osilador harmónio (aso linear) Consideremos uma massa p on tual m ligada a uma mola ujo mo vimen to está restrito a um eixo Ox (Figura 12 ). x m ~ ι O Figura 12: sistema massa-mola. A massa p on tual sai da origem p or uma força que sup omos igual a − k 1 ( x − l ) − k 2 ( x − l ) 3 onde l é o omprimen to da mola em rep ouso. Apliamos a essa massa p on tual uma força exterior horizon tal u ( t ) ~ l . A segunda Lei de Newton diz-nos que a força resultan te apliada é diretamen te prop orional ao pro duto en tre a massa inerial e a aeleração adquirida p ela mesma, ou seja m ¨ x ( t ) + k 1 ( x ( t ) − l ) + k 2 ( x ( t ) − l ) 3 = u ( t ) . (4) As leis básias da Físia dizem-nos tam b ém que to das as forças são limitadas. Imp omos a seguin te r estrição à força exterior: | u ( t ) | ≤ 1 ∀ t . Isto signia que a força ap enas p o de tomar v alores no in terv alo fe hado [ − 1 , 1] . Sup onhamos que a p osição e a v elo idade iniiais do ob jeto são, resp etiv a- men te, x (0) = x 0 e ˙ x (0) = y 0 . O problema onsiste em trazer, em temp o mínimo , a massa p on tual à p osição de equilíbrio x = l p or esolha adequada da força externa u ( t ) e tendo em on ta a r estrição | u ( t ) | ≤ 1 . A força u é aqui o nosso  ontr olo . Pr oblema. Dadas as ondiçõ es iniiais x (0) = x 0 e ˙ x (0) = y 0 , enon trar a função u que p ermite transp ortar a massa para a sua p osição de equilíbrio em temp o mínimo. 3.5.1 Mo delação matemátia P ara simpliar a apresen tação, v amos sup or m = 1 k g , k 1 = 1 N .m − 1 e l = 0 m (passamos a l = 0 p or translação). A equação de mo vimen to ( 4) é en tão 11 equiv alen te ao sistema diferenial de on trolo ( ˙ x ( t ) = y ( t ) ˙ y ( t ) = − x ( t ) − k 2 x ( t ) 3 + u ( t ) x (0) = x 0 , ˙ x (0) = y 0 . (5) Esrev emos failmen te (5) na notação matriial ˙ X = AX + f ( X ) + B u , X (0) = X 0 , (6) tomando A =  0 1 − 1 0  , B =  0 1  , X =  x y  , X 0 =  x 0 y 0  , f ( X ) =  0 − k 2 x 3  . T endo em men te que estamos na seção de on trolo linear xamos k 2 = 0 , desprezando efeitos onserv ativ os não lineares (na Seção 4, onde ab ordamos o on trolo óptimo não linear, onsideraremos o aso k 2 6 = 0 ). P ara k 2 = 0 temos f ( X ) ≡ 0 e obtemos o sistema de on trolo (6) na forma (2) (sistema de on trolo linear). Pretendemos resp onder a duas questõ es: 1. Existirá sempre, para to da e qualquer ondição iniial x (0) = x 0 e ˙ x (0) = y 0 , uma força exterior horizon tal (um on trolo) que p ermite transp ortar em temp o nito T a massa p on tual para sua p osição de equilíbrio x ( T ) = 0 e ˙ x ( T ) = 0 ? 2. Se a primeira p ergun ta for resp ondida p ositiv amen te, qual a força (qual o on trolo) que minimiza o temp o de transp orte da massa p on tual à sua p osição de equilíbrio? 3.5.2 Con trolabilidade do sistema O nosso sistema esrev e-se na forma ( ˙ X = AX + B u X (0) = X 0 om A =  0 1 − 1 0  e B =  0 1  . T emos en tão rank ( B | AB ) = r ank  0 1 1 0  = 2 e o T eorema 7 garan te-nos que o sistema é on trolá v el (se u ( t ) ∈ R ). Isto signia que existem on trolos para os quais as tra jetórias asso iadas unem X 0 a 0 . T emos assim resp osta armativ a à nossa primeira questão, admitindo que 12 o sistema man tém-se on trolá v el om on trolos que v eriam a restrição | u | ≤ 1 (o que será v eriado a p osteriori ). Esta resp osta é esp erada em termos físios. Se não apliarmos uma força exterior, i.e., se u = 0 , a equação do mo vimen to é ¨ x + x = 0 e a massa p on tual osila sem n una parar, n una v oltando à sua p osição de equilíbrio em temp o nito. P or outro lado, ao apliarmos determinadas forças exteriores, temos tendênia a amorteer as osilaçõ es. A teoria do on trolo prev ê que onseguimos realmen te parar a massa em temp o nito. 3.5.3 Determinação do on trolo óptimo Sab emos que existem on trolos que p ermitem onduzir o sistema de X 0 a 0 . Agora queremos determinar, em onreto, qual desses on trolos o faz em temp o mínimo. P ara isso apliamos o T eorema 9: u ( t ) = sinal h η ( t ) , B i , onde η ( t ) ∈ R 2 é solução de ˙ η T = − η T A . Seja η ( t ) =  η 1 ( t ) η 2 ( t )  . En tão, u ( t ) = sinal η 2 ( t ) e ˙ η 1 = η 2 , ˙ η 2 = − η 1 , ou seja, ¨ η 2 + η 2 = 0 . Logo η 2 ( t ) = λ cos t + µ sin t . Consequen temen te, o on trolo óptimo é seionalmen te onstan te em in terv alos de omprimen to π e toma v alores alternadamen te ± 1 . • Se u = − 1 , obtemos o sistema diferenial ( ˙ x = y , ˙ y = − x − 1 . (7) • Se u = +1 , obtemos ( ˙ x = y , ˙ y = − x + 1 . (8) A tra jetória óptima unindo X 0 a 0 é onstituída p or p edaços de soluçõ es de (7) e (8) onatenadas. As soluçõ es de ( 7) e (8) são failmen te obtidas: ˙ x = y , ˙ y = − x − 1 ⇒ d dx (( x + 1) 2 + y 2 ) = 0 ⇒ ( x + 1) 2 + y 2 = const = R 2 e onluímos que as urv as soluçõ es de ( 7) são írulos en trados em x = − 1 e y = 0 de p erío do 2 π (om efeito, x ( t ) = − 1 + R co s t e y ( t ) = R sin t ); omo soluçõ es de (8) obtemos x ( t ) = 1 + R cos t e y ( t ) = R sin t , i.e., as soluçõ es de (8) são írulos en trados em x = 1 e y = 0 de p erío do 2 π . A tra jetória óptima de X 0 até 0 segue alternadamen te um aro de írulo en trado em x = − 1 e y = 0 e um aro de írulo en trado em x = 1 e y = 0 . O estudo detalhado da tra jetória óptima e a sua implemen tação n uméria, para to do e qualquer X 0 , p o dem ser enon trados em [ 33 ℄. 13 4 Con trolo óptimo não linear Apresen tamos agora algumas ténias para a análise de problemas de on trolo óptimo não lineares. Em partiular, form ulamos o Prinípio do Máximo de P on try agin n uma forma mais geral do que aquela que vimos na Seção 3. O exemplo não linear da massa-mola será tratado omo exemplo de apliação. 4.1 Problemátia geral De um p on to de vista global, o problema dev e se form ulado n uma v ariedade M , mas o nosso p on to de vista v ai ser lo  al e trabalhamos sobre um ab erto V de R n suien temen te p equeno. A problemátia geral do on trolo óptimo é a seguin te. Consideremos um sistema de on trolo ˙ x ( t ) = f ( x ( t ) , u ( t )) (9) sobre V onde f : R n × R m → R n é sua v e 2 e o onjun to dos on trolos admissív eis U é omp osto p or apliaçõ es u : [0 , T ( u )] → Ω ⊆ R m mensurá v eis limitadas. Dada uma apliação f 0 : R n × R m → R , denotamos p or C ( u ) = Z T ′ 0 f 0 ( x ( t ) , u ( t )) dt o usto de uma tra jetória x : t 7→ x ( t ) asso iada a u ( · ) e denido sobre [0 , T ′ ( u )] , T ′ ( u ) ≤ T ( u ) . Sejam M 0 e M 1 duas sub-v ariedades regulares de V . O problema do on trolo óptimo onsiste em enon trar, de en tre to das as tra jetórias que unem M 0 a M 1 , aquelas ujo usto é mínimo. Começamos p or restringir-nos ao aso em que M 0 e M 1 são p on tos x 0 e x 1 de V . Sendo o nosso p on to de vista lo al, p o demos sempre sup or que x 0 = 0 . 4.2 Apliação en trada-saída Consideremos para o sistema (9) o seguin te problema de  ontr olo : dado um p on to x 1 ∈ V , enon trar um temp o T e um on trolo u sobre [0 , T ] tal que a tra jetória x u asso iada a u , solução de (9), v eria x u (0) = 0 , x u ( T ) = x 1 . Isto lev a-nos a denir: Denição 10. Seja T > 0 . A apliação en trada-saída em temp o T do sistema de on trolo (9) iniializado em 0 é a apliação: E T : U → V u 7→ x u ( T ) 2 F.H. Clark e riou nos anos seten ta a  hamada Análise Não-Sua v e ( Nonsmo oth A nalysis ) que p ermite o estudo de problemas de on trolo óptimo mais gerais, em que as funçõ es en v olvi- das não são neessariamen te difereniá v eis no sen tido lássio. Dado o aráter in tro dutório do nosso texto, restringimo-nos ao aso sua v e no sen tido C ∞ : to dos os ob jetos manipula- dos são aqui, salv o asos partiulares menionados, C ∞ . Remetemos o leitor in teressado na Análise Não-Sua v e para [5, 6 , 7, 8 ℄. 14 onde U é o onjun to dos on trolos admissív eis. P or outras pala vras, a apliação en trada-saída em temp o T asso ia a um on trolo u o p on to nal da tra jetória asso iada a u . Uma questão imp ortan te na teoria do on trolo é estudar esta apliação E T , desrev endo a sua imagem, as suas singularidades, a sua regularidade, et. A resp osta a estas questõ es dep ende, ob viamen te, do espaço U de partida e da forma do sistema (da função f ). Com to da a generalidade temos o seguin te resultado (vide, e.g., [17 , 27 ℄). Prop osição 11. Consider emos o sistema (9) onde f é suave e U ⊂ L ∞ ([0 , T ]) . Então E T é suave no sentido L ∞ . Seja u ∈ U um on trolo de referênia. Exprimamos a difereniabilidade (no sen tido de F ré het) de E T no p on to u . Consideremos A ( t ) = ∂ f ∂ x ( x u ( t ) , u ( t )) e B ( t ) = ∂ f ∂ u ( x u ( t ) , u ( t )) . O sistema ˙ y v ( t ) = A ( t ) y v ( t ) + B ( t ) v ( t ) y v (0) = 0 é  hamado sistema line arizado ao longo de ( x u , u ) . O diferenial de F ré het de E T em u é a apliação dE T ( u ) · v = y v ( T ) = Z T 0 M ( T ) M − 1 ( s ) B ( s ) v ( s ) ds onde M é a solução matriial de ˙ M = AM , M (0) = I d . 4.3 Con trolos singulares Seja u um on trolo denido sobre [0 , T ] tal que a tra jetória partindo de x (0) = x 0 é denida sobre [0 , T ] . Dizemos que o on trolo u (ou a tra jetória x u ) é singular sobre [0 , T ] se o diferenial de F ré het dE T ( u ) da apliação en trada- saída no p on to u não é sobrejetiv a. Caso on trário dizemos que u é regular. Prop osição 12. Sejam x 0 e T xos. Se u é um  ontr olo r e gular, então E T é uma apli ação ab erta numa vizinhança de u . 4.4 Conjun to aessív el e on trolabilidade O onjun to aessív el em temp o T para o sistema (9 ) , denotado p or A ( T ) , é o onjun to das extremidades em temp o T das soluçõ es do sistema partindo de 0 . P or outras pala vras, é a imagem da apliação en trada-saída em temp o T . Denição 13. O sistema (9) diz-se on trolá v el se ∪ T ≥ 0 A ( T ) = R n . 15 Argumen tos do tip o do teorema da função implíita p ermitem deduzir os resultados de  ontr olabilidade lo  al do sistema de partida a partir do estudo da on trolabilidade do sistema linearizado (vide, e.g., [ 18 ℄). P or exemplo, deduzi- mos do teorema de on trolabilidade no aso linear a prop osição seguin te. Prop osição 14. Consider emos o sistema de  ontr olo (9) onde f (0 , 0) = 0 . Seja A = ∂ f ∂ x (0 , 0) e B = ∂ f ∂ u (0 , 0) . Se rank ( B | AB | · · · | A n − 1 B ) = n então o sistema não line ar ( 9) é lo  almente  ontr olável em 0 . Em geral o problema da on trolabilidade é difíil. Diferen tes ab ordagens são p ossív eis. Umas fazem uso da Análise, outras da Geometria, outras ainda da Álgebra. O problema da on trolabilidade está ligado, p or exemplo, à questão de sab er quando um determinado semi-grup o op era transitiv amen te. Existem tam b ém ténias para mostrar, em ertos asos, que a on trolabilidade é global. Uma delas, imp ortan te, é a  hamada ténia de alargamen to (vide [ 17 ℄). 4.5 Existênia de on trolos óptimos P ara além de um problema de on trolo, onsideramos tam b ém um problema de optimização: de en tre to das as soluçõ es do sistema (9) unindo 0 a x 1 , enon trar uma tra jetória que minimiza (ou maximiza) uma erta função usto C ( T , u ) . Uma tal tra jetória, se existir, diz-se óptima para esse usto. A existênia de tra jetórias óptimas dep ende da regularidade do sistema e do usto. P ara um en uniado geral de existênia vide, e.g., [17, 18 ℄. P o de tam b ém aon teer que um on trolo óptimo não exista na lasse de on trolos onsiderada, mas exista n um espaço mais abrangen te. Esta questão remete-nos para outra área imp ortan te: o estudo da regularidade das tra jetórias óptimas. F ranis Clark e e Ri hard Vin ter deram um on tributo imp ortan tíssimo nesta área, in tro duzindo o estudo sistemátio da regularidade lips hitziana dos minimizan tes no on trolo óptimo linear [9 , 10 , 34 ℄. Resultados gerais de regularidade lips hitziana das tra jetórias minimizan tes para sistemas de on trolo não lineares p o dem ser enon trados em [29 ℄. 4.6 Prinípio do Máximo de P on try agin Dado um problema de on trolo óptimo para o qual estão garan tidas as ondiçõ es de existênia e regularidade da solução óptima, omo determinar os pro essos optimais? A resp osta a esta questão é dada p elo élebre Prinípio do Máx- imo de Pontryagin . P ara um estudo aprofundado das ondiçõ es neessárias de optimalidade sugerimos [5 , 26 , 33 ℄. Começamos p or mostrar que uma tra jetória singular p o de ser parametrizada omo a pro jeção de uma solução de um sistema hamiltoniano sujeito a uma e quação de r estrição . Consideremos o hamiltoniano do sistema (9): H : R n × R n \{ 0 } × R m → R ( x, p , u ) 7→ H ( x, p, u ) = h p, f ( x, u ) i 16 onde h , i denota o pro duto esalar usual de R n . Prop osição 15. Seja u um  ontr olo singular e x a tr aje tória singular asso iada a esse  ontr olo em [0 , T ] . Então, existe um ve tor linha  ontínuo p : [0 , T ] → R n \{ 0 } tal que as e quaçõ es se guintes são veri adas p ar a quase to do o t ∈ [0 , T ] : ˙ x ( t ) = ∂ H ∂ p ( x ( t ) , p ( t ) , u ( t )) , ˙ p ( t ) = − ∂ H ∂ x ( x ( t ) , p ( t ) , u ( t )) ∂ H ∂ u ( x ( t ) , p ( t ) , u ( t )) = 0 (e quação de r estrição) onde H é o hamiltoniano do sistema. Demonstr ação. P or denição, o par ( x, u ) é singular sobre [0 , T ] se dE T ( u ) não é sobrejetiv a. Logo existe um v etor linha ¯ p ∈ R n \{ 0 } tal que ∀ v ( · ) ∈ L ∞ ([0 , T ]) h ¯ p, dE T ( u ) · v i = ¯ p Z T 0 M ( T ) M − 1 ( s ) B ( s ) v ( s ) ds = 0 . Consequen temen te, ¯ pM ( T ) M − 1 ( s ) B ( s ) = 0 em q.t.p. de [0 , T ] . Seja p ( t ) = ¯ pM ( T ) M − 1 ( t ) , t ∈ [0 , T ] . T emos que p é um v etor linha de R n \{ 0 } e p ( T ) = ¯ p . Difereniando, obtemos ˙ p ( t ) = − p ( t ) ∂ f ∂ x ( x ( t ) , u ( t )) . In tro duzindo o hamiltoniano H ( x, p, u ) = h p, f ( x, u ) i onluímos que ˙ x ( t ) = f ( x ( t ) , u ( t )) = ∂ H ∂ p ( x ( t ) , p ( t ) , u ( t )) e ˙ p ( t ) = − p ( t ) ∂ f ∂ x ( x ( t ) , u ( t )) = − ∂ H ∂ x ( x ( t ) , p ( t ) , u ( t )) . A equação de restrição v em de p ( t ) B ( t ) = 0 p ois B ( t ) = ∂ f ∂ u ( x ( t ) , u ( t )) . Denição 16. A o v etor linha p : [0 , T ] → R n \{ 0 } da Prop osição 15  hamamos ve tor adjunto do sistema (9) . 4.6.1 Prinípio do Máximo frao (T eorema de Hestenes) Pro uramos ondiçõ es neessárias de optimalidade. Consideremos o sistema ( 9). Os on trolos u ( · ) ∈ U são denidos em [0 , T ] e tomam v alores em Ω = R m (não existem restriçõ es aos v alores dos on trolos). As tra jetórias asso iadas dev em v eriar x (0) = x 0 e x ( T ) = x 1 . O problema onsiste em minimizar um usto da forma C ( u ) = Z T 0 f 0 ( x ( t ) , u ( t )) dt , (10) 17 onde f 0 : R n × R m → R é uma apliação C ∞ e T está xo. Asso iamos ao sistema (9) o sistema aumentado ˙ x ( t ) = f ( x ( t ) , u ( t )) ˙ x 0 ( t ) = f 0 ( x ( t ) , u ( t )) (11) e usamos a notação ˜ x = ( x, x 0 ) e ˜ f = ( f , f 0 ) . O problema reduz-se en tão à pro ura de uma tra jetória solução de (11) om ˜ x 0 = ( x 0 , 0) e ˜ x 1 = ( x 1 , x 0 ( T )) de tal mo do que a última o ordenada x 0 ( T ) seja minimizada. Seja ˜ x 0 = ( x 0 , 0) xo. O onjun to dos estados aessív eis a partir de ˜ x 0 para o sistema (11 ) é ˜ A ( ˜ x 0 , T ) = ∪ u ( · ) ˜ x ( T , ˜ x 0 , u ) . Seja, agora, u ∗ um on trolo e ˜ x ∗ a tra jetória asso iada, solução do sistema aumen tado (11 ) saindo de ˜ x 0 = ( x 0 , 0) . Se u ∗ é óptimo para o ritério (10 ), en tão o p on to ˜ x ∗ ( T ) p ertene à fron teira do onjun to ˜ A ( ˜ x 0 , T ) . Com efeito, se assim não fosse existiria uma vizinhança do p on to ˜ x ( T ) = ( x 1 , x 0 ( T )) em ˜ A ( ˜ x 0 , T ) on tendo um p on to ˜ y ∗ ( T ) solução do sistema (11 ) e tal que y 0 ( T ) < x 0 ( T ) , o que on tradiz a optimalidade do on trolo u ∗ (Figura 13 ). Consequen temen te, o on trolo ˜ u ∗ é, p ela Prop osição 12 , um on trolo singular para o sistema aumen tado ( 11 ). x x 0 x 1 x 0 ( T ) ˜ A ( ˜ x 0 , T ) Figura 13: se u ∗ é óptimo, en tão ˜ x ∗ ( T ) ∈ F r ˜ A ( ˜ x 0 , T ) . Usando a Prop osição 15 obtemos o seguin te teorema. T eorema 17 (Prinípio do Máximo frao  T eorema de Hestenes [16 ℄) . Se u ∗ é um  ontr olo óptimo, então existe uma apli ação ˜ p ∗ : [0 , T ] → R n +1 \{ 0 } tal que ( ˜ x ∗ , ˜ p ∗ , ˜ u ∗ ) satisfaz o sistema hamiltoniano ˙ ˜ x ∗ ( t ) = ∂ ˜ H ∂ ˜ p ( ˜ x ∗ ( t ) , ˜ p ∗ ( t ) , ˜ u ∗ ( t )) , ˙ ˜ p ∗ ( t ) = − ∂ ˜ H ∂ ˜ x ( ˜ x ∗ ( t ) , ˜ p ∗ ( t ) , ˜ u ∗ ( t )) (12) e a  ondição de estaionaridade ∂ ˜ H ∂ ˜ u ( ˜ x ∗ ( t ) , ˜ p ∗ ( t ) , ˜ u ∗ ( t )) = 0 , (13) onde ˜ H ( ˜ x, ˜ p , u ) = h ˜ p, ˜ f ( ˜ x, u ) i . 18 O T eorema 17 tem a sua génese nos trabalhos de Gra v es de 1933, tendo sido obtido primeiramen te p or Hestenes em 1950 [ 16 ℄. T rata-se de um aso partiular do Prinípio do Máximo de P on try agin, onde não são onsideradas restriçõ es aos v alores dos on trolos (i.e., u ( t ) ∈ Ω om Ω = R m ). Esrev endo ˜ p ∗ = ( ˜ p 1 , . . . , ˜ p n , p 0 ) = ( ˜ p, p 0 ) ∈ ( R n × R ) \{ 0 } , onde p 0 é a v ariá v el dual do usto e ˙ ˜ p ∗ ( t ) = − ˜ p ∗ ( t ) ˜ f ˜ x ( ˜ x ∗ , u ∗ ( t )) , temos que ( ˜ p, p 0 ) satisfaz o sistema ( ˙ p, ˙ p 0 ) = − ( p, p 0 ) ∂ f ∂ x 0 ∂ f 0 ∂ x 0 ! e ∂ ˜ H ∂ u = 0 = p ∂ f ∂ u + p 0 ∂ f 0 ∂ u onde ˜ H = h ˜ p, ˜ f ( x, u ) i = p · f + p 0 f 0 . Repare-se que ˙ p 0 ( t ) = 0 , isto é, p 0 ( t ) é onstan te em [0 , T ] . Como o v etor p ∗ ( t ) é denido a menos de uma onstan te m ultipliativ a, esolhe-se normalmen te p 0 ≤ 0 . Denição 18. Uma extr emal do problema de on trolo óptimo é um terno or- denado ( x, p , u ) solução das equaçõ es (12 ) e (13). Se p 0 = 0 , dizemos que a extremal é anormal. Nesse aso ela não dep ende do usto e ( x ( t ) , u ( t )) é uma tra jetória singular do sistema (9). A designação anormal é história. Sab e-se ho je que os minimizan tes anor- mais são frequen tes e normais em m uitos e v ariadíssimos problemas de opti- mização. A o leitor in teressado no estudo de extremais anormais sugerimos o livro [2℄. 4.6.2 Prinípio do Máximo de P on try agin O prinípio do máximo de P on try agin é uma v ersão forte do T eorema 17 onde são admitidas restriçõ es sobre os v alores dos on trolos. A existênia de tais restriçõ es é imp osta p elas apliaçõ es e altera p or ompleto a natureza das soluçõ es. O prinípio do máximo de P on try agin é m uito mais difíil de demonstrar do que o T eorema de Hestenes (vide, e.g., [ 18 , 24 ℄). P ara uma ab ordagem simples ao prinípio do máximo de P on try agin sugerimos dois livros exelen tes esritos em língua P ortuguesa: [19 , 26 ℄. O en uniado geral é o seguin te. T eorema 19 (Prinípio do Máximo de P on try agin) . Consider e-se o sistema de  ontr olo em R n ˙ x ( t ) = f ( x ( t ) , u ( t )) , onde f : R n × R m → R n é de lasse C 1 e onde os  ontr olos são apli açõ es mensur áveis e limitadas, denidos no intervalo [0 , t ( u )] de R . Denotemos p or U o  onjunto dos  ontr olos admissíveis ujas tr aje tórias asso iadas unem um p onto iniial de M 0 a um p onto nal de M 1 . Par a um tal  ontr olo denimos o usto C ( u ) = Z t ( u ) 0 f 0 ( x ( t ) , u ( t )) dt , 19 onde f 0 : R n × R m → R é de lasse C 1 . Se o  ontr olo u ∈ U é óptimo em [0 , t ∗ ] , então existe uma apli ação não trivial (i.e., não identi amente nula) ( p ( · ) , p 0 ) : [0 , t ∗ ] → R n × R absolutamente  ontínua, hamada ve tor adjunto, onde p 0 é uma  onstante ne gativa ou nula, tal que a tr aje tória óptima x asso iada ao  ontr olo u veri a, em quase to dos os p ontos de [0 , t ∗ ] , o sistema hamiltoniano ˙ x = ∂ H ∂ p ( x, p , p 0 , u ) , ˙ p = − ∂ H ∂ x ( x, p , p 0 , u ) e a ondição do máximo H ( x ( t ) , p ( t ) , p 0 , u ( t )) = max v ∈ Ω H ( x ( t ) , p ( t ) , p 0 , v ) , q.t.p. t ∈ [0 , t ∗ ] , onde o hamiltoniano H é dado p or H ( x, p, p 0 , u ) = h p, f ( x, u ) i + p 0 f 0 ( x, u ) . A lém disso, tem-se p ar a to do o t ∈ [0 , t ∗ ] que max v ∈ Ω H ( x ( t ) , p ( t ) , p 0 , v ) = 0 . (14) Se M 0 e/ou M 1 são varie dades de R n  om esp aços tangentes T x (0) M 0 em x (0) ∈ M 0 e T x ( t ∗ ) M 1 em x ( t ∗ ) ∈ M 1 , então o ve tor adjunto satisfaz as se guintes  ondiçõ es de tr ansversalidade: p (0) ⊥ T x (0) M 0 e p ( t ∗ ) ⊥ T x ( t ∗ ) M 1 . Observação 20 . No T eorema 19 o temp o nal é livre. Se impusermos um temp o nal xo igual a T , isto é, se pro uramos, partindo de M 0 , atingir o alv o M 1 em temp o T e minimizando o usto C ( u ) em [0 , T ] (problema a temp o xo), en tão o teorema on tin ua v erdadeiro, salv o a ondição (14) que dev e ser substituída p or max v ∈ Ω H ( x ( t ) , p ( t ) , p 0 , v ) = onst ∀ t ∈ [0 , T ] (om onstan te não neessariamen te n ula). Observação 21 . O problema de temp o mínimo orresp onde ao aso em que f 0 = 1 . Observação 22 . Se o onjun to alv o M 1 é igual a to do o R n (problema om extremidade nal livre), en tão a ondição de transv ersalidade no instan te nal diz-nos que p ( t ∗ ) = 0 . O prinípio do máximo de P on try agin é um resultado profundo e imp ortan te da Matemátia on temp orânea, om in úmeras apliaçõ es na Físia, Biologia, Gestão, Eonomia, Ciênias So iais, Engenharia, et. (vide, e.g., [4 ℄). 4.7 Exemplo: on trolo óptimo de um osilador harmónio (aso não linear) Reonsideremos o exemplo (não linear) da mola, mo delado p elo sistema de on- trolo ˙ x ( t ) = y ( t ) , ˙ y ( t ) = − x ( t ) − 2 x ( t ) 3 + u ( t ) , 20 onde admitimos omo on trolos to das as funçõ es u ( · ) seionalmen te on tín uas tais que | u ( t ) | ≤ 1 . O ob jetiv o onsiste em lev ar a mola de uma p osição iniial qualquer ( x 0 , y 0 = ˙ x 0 ) à sua p osição de equilíbrio (0 , 0) em temp o mínimo t ∗ . Apliquemos o Prinípio do Máximo de P on try agin a este problema. O hamil- toniano tem a forma H ( x, y , p x , p y , p 0 , u ) = p x y + p y ( − x − 2 x 3 + u ) + p 0 . Se ( x, y , p x , p y , p 0 , u ) é uma extremal, en tão ˙ p x = − ∂ H ∂ x = p y (1 + 6 x 2 ) e ˙ p y = − ∂ H ∂ y = − p x . Notemos que uma v ez que o v etor adjun to ( p x , p y , p 0 ) dev e ser não trivial, p y não p o de an ular-se n um in terv alo (senão teríamos igualmen te p x = − ˙ p y = 0 e, p or an ulação do hamiltoniano, teríamos tam b ém p 0 = 0 ). P or outro lado, a ondição do máximo dá-nos p y u = max | v |≤ 1 p y ( t ) . Em partiular, os on trolo óptimos são suessiv amen te iguais a ± 1 , isto é, v eria-se o prinípio b ang-b ang (vide, e.g., [ 18 , 21 ℄). Conretamen te, p o de- mos armar que u ( t ) = sinal ( p y ( t )) onde p y é a solução de ( ¨ p y ( t ) + p y ( t )(1 + 6 x ( t ) 2 ) = 0 p y ( t ∗ ) = cos α, ˙ p y ( t ∗ ) = − sin α , α ∈ [0 , 2 π [ . In v ertendo o temp o ( t 7→ − t ) o nosso problema é equiv alen te ao problema de temp o mínimo para o sistema          ˙ x ( t ) = − y ( t ) ˙ y ( t ) = x ( t ) + 2 x ( t ) 3 − sin al ( p y ( t )) ˙ p y ( t ) = p x ( t ) ˙ p x ( t ) = − p y ( t )(1 + 6 x ( t ) 2 ) . Dadas as ondiçõ es iniiais x 0 e ˙ x 0 (p osição e v elo idade iniial da massa), o problema é failmen te resolvido. O leitor in teressado enon tra em [ 33 ℄ uma resolução efetuada om o sistema de omputação algébria Maple. Sobre o uso do Maple no álulo das v ariaçõ es e on trolo óptimo v eja-se [15 , 20 ℄. Nota nal A T eoria Matemátia dos Sistemas e Con trolo é ensinada nas instituiçõ es dos autores, nos Departamen tos de Matemátia da Univ ersidade de A v eiro e da Uni- v ersidade de Orléans, F rança. Em A v eiro no âm bito do Mestrado Matemáti a e Apli açõ es , esp eialização em Matemáti a Empr esarial e T e noló gi a [ 35 ℄, e no 21 âm bito do Pr o gr ama Doutor al em Matemáti a e Apli açõ es  este último uma asso iação en tre os Departamen tos de Matemátia da Univ ersidade de A v eiro e da Univ ersidade do Minho [36 ℄; em Orléans na op ção Con trolo Automátio do Mestrado P ASSION [37 ℄. O primeiro autor foi aluno de Mestrado em A v eiro e faz atualmen te um doutoramen to em A v eiro e Orléans na área do Con trolo Óptimo, om o ap oio naneiro da F CT, b olsa SFRH/BD/27272/2006. Agradeemos a um revisor anónimo a apreiação uidada e as n umerosas e p ertinen tes observ açõ es, omen tários e sugestõ es. Referênias [1℄ A. A. Agra hev, Y. L. Sa hk o v. Contr ol the ory fr om the ge ometri view- p oint , Enylopaedia Math. Si., 87, Springer, Berlin, 2004. [2℄ A. V. Arut yuno v, Optimality  onditions  A bnormal and de gener ate pr ob- lems , Klu w er A ad. Publ., Dordre h t, 2000. [3℄ A. Bressan and B. Pioli, Intr o dution to the mathemati al the ory of  on- tr ol , Amerian Institute of Mathematial Sienes (AIMS), Springeld, MO, 2007. [4℄ A. E. Bryson Jr. Optimal on trol  1950 to 1985, IEEE Con trol Syst. Mag 16 (1996), no. 3, 2633. [5℄ F. H. Clark e. Optimization and nonsmo oth analysis , Wiley , New Y ork, 1983. [6℄ F. H. Clark e. Nonsmo oth analysis in on trol theory: a surv ey , Eur. J. Con trol 7 (2001), 6378. [7℄ F. H. Clark e. Neessary onditions in dynami optimization, Mem. Amer. Math. So . 173 , 2005. [8℄ F. H. Clark e, Y u. S. Ledy aev, R. J. Stern, P . R. W olenski. Nonsmo oth analysis and  ontr ol the ory , Springer, New Y ork, 1998. [9℄ F. H. Clark e, R. B. Vin ter. Regularit y prop erties of solutions to the basi problem in the alulus of v ariations, T rans. Amer. Math. So . 289 (1985), no. 1, 7398. [10℄ F. H. Clark e, R. B. Vin ter. Regularit y prop erties of optimal on trols, SIAM J. 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